Maximiliano Skol

FINALMENTE

É certamente  o fim... nele esbarrei...
Alienado e confuso  então me ponho
Estático,  sombrio  e nada  sei...
Nem já esperançoso em qualquer sonho...

É o fim, ponto final.  Por onde andei
Renego qualquer volta–assim suponho,
Pois  da vida os caminhos esgotei
E tenho de conter-me em ser tristonho.

Achei-me contra um muro, além não vejo...
Impotente  no fim,  é a minha vez
De  viver em cegueira  sem almejo.

Resta-me  no funil destes meus  dias
A restrição de mim com altivez 
De enobrecer-me em minhas agonias.

Tangará da Serra, 12/01/2022.