Poucos conseguem enxergar as flores,
Empoeiradas em meio aos escombros da tristeza.
Veem apenas o cinza da ilusão,
Ofuscando a luz da esperança...
Esperança que não morre,
Não importa aonde eu vá,
Nem o que eu faça.
Sempre resta um espaço dedicado a você,
Um vazio onde sempre me encontro só.
Um espaço obsoleto que me prende...
É o espaço que não me cabe sem você.
Espaço frio, pouco ventilado,
Onde nem mesmo a luz chega ao interior.
Espaço da dor, do medo, das lágrimas...
Da solidão.
São os laços que me prendem a você.
É apenas uma noite fria e chuvosa,
Com cara de enterro...
Ou melhor:
Desenterro,
Trazendo meus sentimentos do além,
Para me assombrar.