Jose Rinaldo Pinheiro Leal

Janela suburbana

 

Um olhar triste pela veneziana,

De uma janela suburbana.

Lá fora, o barulho dos carros;

Aqui dentro, o silêncio ressona.

Solidão quer me devorar,

Como se fosse minha dona.

Passos lentos no corredor,

Madrugada silenciosa

Que parece guardar rancor.

Tic-tac do relógio,

Parece trazer lembranças

Do tempo que passou.

O vento frio da madrugada

Parece trazer o teu cheiro

E, com ele, o teu desamor...

Onde o silêncio, enfim, se calou.