Um olhar triste pela veneziana,
De uma janela suburbana.
Lá fora, o barulho dos carros;
Aqui dentro, o silêncio ressona.
Solidão quer me devorar,
Como se fosse minha dona.
Passos lentos no corredor,
Madrugada silenciosa
Que parece guardar rancor.
Tic-tac do relógio,
Parece trazer lembranças
Do tempo que passou.
O vento frio da madrugada
Parece trazer o teu cheiro
E, com ele, o teu desamor...
Onde o silêncio, enfim, se calou.