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Maria Vanda Medeiros de Araujo

O homem de branco

O HOMEM DE BRANCO

Eu vi um homem de vestido branco

Carregava uma cruz no pescoço

E trinta e três botões de adorno

Uma fáscia cingia os seus rins

Mas nos pés,  não vi reluzir os carmesins.

As suas pegadas deixavam as marcas

Das sandálias da humildade

Que carregava no nome.

E sob o soli Deu de alvura

Um semblante de ternura.

No olhar profundo, uma história

E a sombra, tinha a áurea de alma pura.

Eu vi que o homem de branco

Tinha nos ombros verdade

Na mão direita, um báculo.

Seu peito era tão translúcido

Com músculos de compaixão

Dois átrios de alegria

Ventrículos de honestidade.

Vi que o homem caminhava

Por uma estrada de Paz

Buscava a salvação

De todo povo irmanado

É a mensagem que traz.

Sinto que aquele homem

Tão pequeno em sua grandeza

Quando fala o mundo escuta

Seu pulsar é só fervor

Quando rir é só beleza

Quando olha é caridade

Quando ora, é todo amor.