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Ernane Bernardo

O Escritório da Escrevivência

 

O Escritório da Escrevivência

 

Há segredos de vidas… 

Entre vielas e becos 

Ruas e calçadas 

Histórias reais e sobrenaturais 

Eram contadas… 

As calçadas eram palco 

Ali tomava-se plateia 

No findar do dia, as luzes acendiam 

Tornando assim, as luzes da ribalta… 

E logo manifestaram-se 

O escritório da escrevivência 

Onde o poeta versava atemporal 

Prosas e versos, quase imortal 

Pensamentos, vidas e sobrevivência 

Vagueiam levemente, juntos aos ventos!

 

E assim permeiam a noite… 

A prosa seguia com atenção 

Num lugar chamado, beco da emoção 

Tinha vielas, onde o vento bate e volta 

E a ventania circulava sem revolta.

 

Havia o momento silêncio, \"pausa\" 

Janelas abertas, o cheirinho de café 

Acompanhada ao pão de queijo 

Assim confirmada pelo aroma do café

 

Pausada pelo poeta trovador 

O céu era o limite 

E o momento era estreláticos… 

Estrelas conduzidas pelos versos 

Dando ao poeta o direito de regresso.

 

Quando a poesia lagrimei-a a alma da gente 

Os ouvintes enaltecem a prosa 

Entre choro e lágrimas 

Havia risos e gargalhadas. 

Ventos suaves acolhe a face 

O sorriso aquece as almas 

O coração agradece e bate palmas 

E na calçada segui a prosear o poeta trovador 

Contando história de vida, surreal e amor.

 

_ Ernane Bernardo