São 6:30 da manhã, alguém me bate a porta.
E em meio a chuva fria.
Percebo que está de volta.
Sente-se aqui... Melancolia.
Você chegou tão cedo.
E me pergunto se vai ficar por muito tempo
Guardarei sua bagagem comigo, parece ter peso.
Sinto que o papo vai ser tenso.
Vou passar um café.
E acender a lareira.
Creio que veio a pé.
Pela estrada da feira.
Ah... você não veio conversar.
Então o que faz aqui?
Tem algo para me entregar.
Por isso eu vi.
Meu sonho me avisou sobre.
Me atentou sobre esse momento toda noite.
E lagrimas em meu olho não coube.
O momento seria... hoje.
Não podemos chegar a um acordo?
É que finalmente aprendi a viver.
Eu posso pagar o dobro.
Mas tens que me esquecer.
Quem te mandou, mora dentro de mim?
Então é um caso de traição.
Só me resta dar fim.
A essa guerra sem razão.
(Melancolia)
Criança, você e eu temos muito em comum.
Somos destinados a sofrer.
Em um mundo sem destino algum.
Por isso vim até você.
Da ultima vez eu te avisei.
Que eu poderia voltar.
Tu nunca fostes meu rei.
E não é agora que será.
\"Aprender a viver\" não é certo.
Eu tenho a muito tempo te observado.
E mesmo estando quieto.
Vi que sua alma tem chorado.
Um dia iras aprender a me evitar.
Por enquanto siga tranquila.
Pois até lá...
Ainda tem muito a caminhar.