DESCOBERTA
Sorria para dentro de si mesma.
Estava feliz, bela e encantada;
Tudo em si era riso e festa,
Sua vida, em doce caos, jogada
Tornou-se o mundo mais vibrante
Enquanto a vida se reinventava.
O que de diferente acontecera?
Tudo! A bela descobriu que amava.
E desse sentimento teve medo,
O simples medo de todos os mortais:
O medo de amar e não ser amada.
Fez-se triste, e adeus contentamento!
Eram agora somente suspiros e ais,
O sorriso dos lindos lábios lhe fugiu,
E sua face morena já não cora.
Seu castelo seguro e belo enfim ruiu;
Assustada, já não sabe o que fazer:
Se vive esse amor ou vai embora.
Mas, enfim, decide tudo ao contrário:
Vai esperar seu amado na aurora
Do amanhecer, cujo sol, ainda menino,
Se prenuncia suave, claro e precioso.
Vai deixar simplesmente acontecer
Esse amor puro, ardente e amoroso.
Leide Freitas