CHUVA
Fecha os olhos para sentir a chuva,
Sente as gotas geladas dessa água
Molhando devagar as tuas pálpebras;
Deixa o cansaço ir se desfazendo,
Sorri de puro e bom contentamento.
Sente a água que escorre de leve
Por entre os teus pequenos dedos,
Molhando a pele do corpo moreno,
Descendo suave nos teus cabelos,
Purificando a alma nesta água fria.
Quase sem querer, dança na chuva
Feito uma criança livre e levada.
Corre contente na grama molhada,
Pisa rápido nas poças de lama,
Corre descalça por todo o quintal.
Pequenos prazeres da nossa vida
Que na jornada é preciso apreciar,
Vivendo esses momentos raros
Antes que o tempo possa levar,
Feito um presente para eternizar.
Leide Freitas