LEIDE FREITAS

TRAVESSURA

TRAVESSURA

 

Abriu a janela e, feliz, sorriu

De saudade e contentamento.

Acariciou-lhe a pele a luz solar

Beijava-lhe os cabelos, o vento.

As nuvens acenaram-lhe adeus

E continuaram no espaço azul,

De um céu iluminado de verão...

E fevereiro mal tinha começado.

Um pássaro cantava no meio-fio,

Outro respondia da gaiola.

Tudo parecia estar no seu lugar,

O cheiro de flores que no ar se evola.

O amor invadiu o seu coração,

Quebrou todas as portas e ferrolhos.

Não se sabe ao certo o que aconteceu:

Se capricho dos deuses ou do destino,

Ou somente o Cupido praticando tiro...

Uma travessura de um deus-menino.

 

Leide Freitas