INVEJA
Quando olhas para o ser amado
As estrelas ardentemente brilham
Reverberando essa luz no espaço
Que lentamente atravessa a Terra
Deixando-a mais pura e iluminada
A luz diáfana dos teus belos olhos
O Céu fica mais negro e suntuoso
Sob o luar como uma luz de ouro
Onde a noite curva-se em segredo
Para admirar o fulgor do teu rosto
Os etéreos deuses olham com inveja
E por um momento único desejam
Essa luz que os teus olhos encerram
Esse olhar puro, simples e reluzente
Que tanto amor em sua luz externa
Os deuses jamais experimentaram
Serem olhados dessa forma rara
Pois amar nunca lhes foi permitido
É o fado trágico de todos os deuses
Único revés, mas que fundo cala
Nos corações dos celestes seres.
Leide Freitas