ESPERA
Se intenso o Sol brilhar
Me procure no portão
Dos puros lugares mágicos
Escondidos na solidão
E na calmaria do mar
Que beija a infinda areia
Ou no brilho do luar
Que ilumina as finas teias
De aranhas que se embalam
Nos velhos galhos retorcidos
Das belas árvores gentis
Que guardam tantos segredos.
Tente me encontrar
Além de outros Brasis
Ao portão de outros paraísos.
Com o seu radar de Bardo
Cruze caminhos diversos
E outros universos paralelos
Se for preciso me procure
No vento fresco da noite
Quando tudo está sereno
E a paz reina como um açoite
Cortando a pele do tempo
Na solidão e exílio do Caos.
Mas se chover
Se apresse, por favor!
Não perca um segundo
Não me deixe molhada...
Tiritando de frio,
Sozinha, acuada,
E sentindo o vazio
Do teu cálido abraço.
Leide Freitas