REENCONTRO
Como esquecer os teus olhos,
negros, profundos e inebriantes,
que um dia brilharam para mim?
Como esquecer o teu aroma suave,
que aspirei em noites mágicas
enlaçada em teus braços ternos?
Como esquecer teus beijos quentes,
que sempre acendiam o meu desejo
do suave alvorecer ao anoitecer?
Como esquecer o refúgio da alma
e a minha eterna razão de viver?
O teu rastro ainda queima em mim.
Teu sorriso meigo trazia a paz,
em teu abraço o mundo cessava
porto seguro onde me ancorava
Com a cabeça sobre o teu ombro,
eu me sentia forte e poderosa
capaz de enfrentar o universo.
Não havia medos nem receios,
ao teu lado nenhum problema
era grande, difícil ou insolúvel
Tinhas esse mistério ou poder:
de reduzir montanhas em colinas,
e colinas em vales e planícies.
Em nossa varanda, fito o horizonte
Pensativa e silenciosa me pergunto:
Será que o enredo já estava escrito?
Já estava traçado o nosso destino?
E se eu desafiar a linha do tempo,
será que a história teria outro final?
Não. Eu não quero te esquecer.
Ao contrário, preciso te encontrar,
e que não seja apenas em sonhos.
Pode não ser hoje, nem amanhã,
pois guardo a certeza viva do amor:
Eu sei que vamos nos reencontrar.
Leide Freitas