LEIDE FREITAS

REENCONTRO

REENCONTRO

 

Como esquecer os teus olhos,

negros, profundos e inebriantes,

que um dia brilharam para mim?

Como esquecer o teu aroma suave,

que aspirei em noites mágicas 

enlaçada em teus braços ternos?

 

Como esquecer teus beijos quentes,

que sempre acendiam o meu desejo

do suave alvorecer ao anoitecer?

Como esquecer o refúgio da alma

e a minha eterna razão de viver?

O teu rastro ainda queima em mim.

 

Teu sorriso meigo trazia a paz,

em teu abraço o mundo cessava

porto seguro onde me ancorava

Com a cabeça sobre o teu ombro,

eu me sentia forte e poderosa

capaz de enfrentar o universo.

 

Não havia medos nem receios,

ao teu lado nenhum problema 

era grande, difícil ou insolúvel 

Tinhas esse mistério ou poder:

de reduzir montanhas em colinas,

e colinas em vales e planícies.

  

Em nossa varanda, fito o horizonte

Pensativa e silenciosa me pergunto:

Será que o enredo já estava escrito?

Já estava traçado o nosso destino?

E se eu desafiar a linha do tempo,

será que a história teria outro final?

  

Não. Eu não quero te esquecer.

Ao contrário, preciso te encontrar,

e que não seja apenas em sonhos.

Pode não ser hoje, nem amanhã,

pois guardo a certeza viva do amor:

Eu sei que vamos nos reencontrar.

 

Leide Freitas