O Amanhã
O amanhã é sempre uma incógnita
Só saberei o óbvio depois de amanhã
Antes, o tempo não me entrega nada
E a dúvida permanece em cada passo.
Enquanto a luz do novo dia não chega
Viverei com os pés suspensos no ar
Aguardando o peso sutil do inevitável
Sem pressa de saber onde vou pousar.
O amanhã é mistérios ainda velado
O óbvio só se revela depois de amanhã
Antes disso, tudo permanece enigma
Um segredo guardado pelo tempo.
Meu coração não para de bater
Insiste num compasso de expectativa
À espera daquele momento exato
Em que o improvável enfim aconteça.
Não é hora de se curvar ou desistir
O amanhã resguarda o brilho do porvir
Abre-se no peito a verde esperança
E tudo, no seu tempo, pode florescer.
Leide Freitas