FINITUDE
O fim não se mostra
Sombrio e discreto
Se esgueira calado
Nas frestas do tempo
Feito sombra na luz.
O fim nos desgasta
No corpo cansado
Nos passos lentos
No olhar embaçado
Feito noite que cai.
O fim se faz claro
Na vida efêmera
No sopro invisível
Dos dias fugazes
Que a hora apaga.
O fim se faz nítido
Na dor do abismo
Dos entes queridos
Dos raros amigos
Que a morte levou.
Leide Freitas