JOHNNY11

Amor pela poesia

A poesia não sai de mim
Eu também não saio dela
Porque ela é bela
Que o diga a Florbela espanca
Pela poesia fica panca
Por isso na poesia abanca
Eu a entendo porque a poesia me deixa assim
Completamente apaixonado
Não me consigo libertar
Porque ela teima em me apertar
Não consigo escapar
Essa paixão pela poesia cada vez mais a alargar
Mais se difunde
Mais me apanha 
Mais me confunde
Mais um dia entra na campanha
De ser o meu oxigénio
Meu ar condicionado!
Fico logo vacinado
Por essa lírica
Por vezes tão racional
Outras, tão empírica
Faz sobressair meu lado emocional
É a poesia que me faz embaraçar
É ela que me faz ficar carente ao ponto de a abraçar
Não consigo dela me livrar
Deixa-me deliciar
Por palavras alimentícias
Chega o abastecimento que é puro alimento
Palavras decerto, sentimentais e verdadeiras
Tipo palavras fictícias
Têm um condimento secreto
Têm um objectivo concreto
Deixar o escritor por perto
Também espalham uma grande mensagem
Uma realidade bem presente
Com palavras decentes
Palavras recentes
Cheias de vantagens e desvantagens
Quero ficar ligado e fazer brilhar as palavras
Por vezes taras
Não se encontram no seu perfeito estado
Mas logo faço um milagre
Adiciona às palavras um pouco de vinagre
Vibro com a poesia 
Deliro com a poesia
Cheira-me a cortesia
Juro que não é azia
É amor pela poesia
Pelos autores
Pelos seus manuscritos
Por vezes transcritos
Deveras circunscritos
Os textos têm seu fim
As palavras têm seu toque
Tal como o filósofo John Locke
Como o cantor Joe cocker
Como os jogos estratégicos de póquer
Mas nada se compara aos textos literários
Nada se compara com os seres revolucionários
Poesia que lá no fundo canta e encanta
A mim não me espanta
A paixão é tanta
O amor é divino
Tal como a fixação que tenho pelo violino
O amor que trago pela escrita
De entre tantas ocupações
É a minha favorita
Ela toma conta dos corações
Faz vibrar multidões
Na escrita não há espaço para ilusões
Não há explicação
Não há razão
Há poesia descrita num brasão
Eu escrevo de coração
Vibro ao som do refrão
A poesia é o meu serão
Nasço e morro com ela na minha cabeça
É a poesia que me enlouquece
É ela que de mim não se esquece
Me assombra
É a minha sombra
Não me abandona
É a minha dona
Sou o seu fiel
Servidor
De caneta e papel
Liberto toda a minha dor
Sem pudor
Desperto esse amor e olhares se geram ao meu redor
Com a letra A escrevo amor
Com a letra P Escrevo poesia
Amor pela poesia