Mariana Malgarise

Tilintar da moeda

Procuro, em Schubert, em Brahms

um cerne de cores, imagem ou luz

cansada, exausta e faminta

duma vida de poesia de nadas, pensados muitos, onde tudo escrevi, mas nada tilinta.

 

Encontro, no bolso, nos armários

uns poemas, sem faces, e corpos

cansada, exausta e faminta

duma vida de poemas de tudos, que nada valem pro mundo, porque só o nada tilinta.