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Jucklin Celestino Filho

O FILHO DO NORTE/NORDESTE É UM FORTE

Vencer sem lutar,

Macula a vitória.

A glória 

É lutar

Para vencer,

Ou abandone 

O campo de batalha 

Pra não chafurdar 

No lodo inglório 

De outrem,

O triunfo

Facilitado lhe ter!

 

Como disse o poeta:

Sou filho do Norte. 

Sou forte. 

Sou bravo.

De sorte,

Que não sou

Da preguiça -- escravo .

Não temo mau tempo!

Não temo má sorte!

 

Sou feito,

À tempora de aço,

Com efeito,

Forjado para luta,

No fogo forjado 

Na árdua labuta!

Não vejo fracasso,

Só mérito 

Lutar pela vida,

Pois o nordestino 

É  acima de tudo,

Um bravo,

Mesmo vencido,

Por terra caído,

Triunfa, por ter 

Tanto lutado!

 

O filho do Norte/Nordeste,

Nobres regiões 

Deste imenso País,

É um cabra arretado,

Para grandes 

Batalhas talhado,

Temperado no aço 

Da resiliência,

Cuja ígnea resistência 

O faz matar

Um leão 

Por dia, cruzando

Mil léguas,

Os bravis sertões 

Destemido cortando,

Deste abençoado rincão,

Chamado Brasil. 

 

Moço, o filho 

Do Norte/Nordeste,

É  por natureza 

Um forte,

Acostumado às mais

Árduas refregas!...

Impávido, não teme a luta;

Corajoso, não teme a morte!

Se entrega 

De corpo e alma à disputa 

Que trava incessantemente

Contra as  contingências

Da vida

Pelo pão de cada dia,

De sorte,

Que, cabra da peste, perece,

Não morre!

Tomba um.

Milhares aparece.

Povoa cada quadrante 

Deste Pais-Continente,

Orgulho da América do Sul,

Cujo \"céu cor de anil\",

Lhe empresta

Incomparável beleza,

Dentre \"nações mil,\"

Eterno gigante,

Chamado Brasil!