Abel Ribeiro

Liberte a vontade

 

Chegou setembro, uma nova primavera se abre novamente

Começou a discussão, o debate e a apresentação

A ciência liberta nossas mãos

A vontade não é só o conhecer

O colóquio, uma conversa, é sentir a transformação do ser.

 

É hora de fugir da paralisia

O medo e o descrédito não são remédios

Palavras e pesquisas são pedras preciosas

Façamos o que a nós diz respeito

Nossa força é romper o tédio

 

Veja ao seu redor

Há muitas coisas acontecendo

Anime-se há gente nascendo

Anime-se!!!

Aos conservadores nenhuma trégua.

Arrastemos corações e mentes

Das trevas que ameaçam esse momento.

 

Eis que surgem vozes na academia

Deixemos a paralisia, virgula!

Para os combatentes é ponto em seguida

Corramos atrás do rumo de nossa vida

Livros, lanças, pedras, machados...

Movem nosso sonho e esperança todo dia.

 

Eles não leram Marx

Mas podem entender a mais valia

Seus livros fazem parte da vida e do dia a dia

Suas mãos calejadas desejam igualdade

Mesmo com sua vã metafísica

Quando querem, transformam sonho em vontade.

 

A política é um campo da ciência

Não tenhamos inocência

É um espaço em disputa

Não há vazio, comece sua labuta

Não se preocupe com essa luta

Almeje, persiga a coerência

 

A universidade corre perigo

Meu amigo, o Brasil ta em disputa

Não deixe sue sonho estudantil

Tropeçar na neutralidade fajuta

Dos epígonos de mundo vazio.

 

Não deixe o cotidiano lhe cegar

Combatamos os tiranos que aparecem na TV

O amor ao próximo abriu a porta a você

Rasguem e protocolo e carregue no seu colo

Assim... a humanidade tende a crescer

             (Para o colóquio de Políticas Públicas do PPGED - 2018) 

Abel