Quero contar as mágoas que causaste
A mim, e cada qual tem sua vez
Gravada na lembrança onde deixaste
Teu legado infeliz de insensatez.
Insensata no amor... Tu nunca amaste...
Jamais tiveste o senso de altivez,
Em ti, mulher, persiste um vão contraste
De uma certa finesse em rispidez.
Escravo, eu me perdi no teu contexto,
Preso ao raro poder que em ti consiste:
Fêmea nenhuma iguala ao teu pretexto
De prazeres intensos, tão frequentes...
E, assim, as minhas mágoas redimiste
Se em teus espasmos tu nunca me mentes.
Tangará, 12/09/2019