//meuladopoetico.com/

Raphael Gouvea Rompinelli

Não

Desculpe-me frieza orgânica da matéria 

que em alhures ossos hão de se sobrepor 

Desculpe-me broto escarro que 

inverso em seu caminho desce-me e enjoa a bile

Desculpe-me maculada alma,

em tão errôneo corpo pousa temporariamente 

Desculpe-me raquítico coração,

vãmente contornado no peito obscuro 

Desculpe-me estrangulado ar pulmonar,

sufocado pelas angustias vindouras

Desculpe-me mundo...por existir,

germinalmente fadado pelas constelações que erroneamente estavam dispostas